A RELAÇÃO DOS JOVENS COM AS DROGAS


*Ana Lúcia Caetano da Silva

Atualmente, as drogas são o fator principal que está levando nossos jovens à destruição. A dependência química leva-os a matar, roubar e até mesmo a cometerem suicídios. Mas quem sofre com tudo isso é a família, cujo lar foi destruído pelo vício de um dos seus membros.

Para este indivíduo que teve sua vida totalmente alterada pelo uso das drogas, a família, os professores e os verdadeiros amigos têm um papel fundamental para a sua recuperação.

As drogas estão desmoronando os sonhos e,
conseqüentemente, acabando não só com a infância, mas também com a adolescência, que é a fase do desenvolvimento até o estágio adulto.

Segundo uma pesquisa, a maioria dos jovens envereda nesse caminho por curiosidade, para diminuir a ansiedade, ou, até mesmo, para esquecer seus problemas.

A juventude está pedindo socorro!

Cabe a todos nós olharmos esse fator agravante com outros olhos, sem criticá-los ou apontar-lhes o dedo dizendo: ”É vagabundo, é bandido, é ladrão...” Nunca é tarde para começar!



Brasil e Bolívia assinam acordo de cooperação contra narcotráfico
LA PAZ — Bolívia e Brasil assinaram em La Paz um acordo de cooperação bilateral de luta contra o narcotráfico, no início de um ambicioso plano de combate, que poderá incluir primeiramente o Peru e, depois, outros países.
O pacto antidrogas foi firmado nesta quarta-feira pelo ministro da Justiça brasileiro, José Eduardo Cardozo, e pelo ministro boliviano do Interior, Sacha Llorenti, e inclui temas que vão da capacitação e cooperação tecnológica até um acordo de inteligência policial.
O acordo aprova, entre outros pontos, o apoio de aviões não-tripulados VANT para o monitoramento do tráfico de drogas, a capacitação de pessoal de inteligência, sistema de radares e laboratórios para detectar lavagem de dinheiro.
No final de semana passado, o chanceler brasileiro Antônio Patriota visitou La Paz para anunciar o apoio de seu país à Bolívia, terceira maior produtora mundial de cocaína depois de Peru e Colômbia.
As autoridades brasileiras e bolivianas ressaltaram nesta quarta-feira a possibilidade de levar em breve o acordo de combate às drogas ao Peru, país com o qual Bolívia e Brasil têm uma vasta fronteira comum, onde há também um intenso tráfico de cocaína.
José Eduardo Cardozo afirmou que "para este nível de articulação é preciso incorporar outros países".
"Não importa se são da região ou se são de fora, porque esta é uma situação de crime transnacional que também temos que enfrentar com ações integradas no campo internacional da colaboração", disse Cardozo.
Esta proposta de Cardozo parece sugerir uma eventual coordenação com a agência americana de combate às drogas DEA, cujos agentes foram expulsos em 2009 da Bolívia sob a acusação de ingerência em assuntos políticos internos.
Nesta quarta-feira, o jornal boliviano El Día ressaltou em seu editorial que "os termos em que o Brasil assume o comando do combate ao narcotráfico na Bolívia são quase idênticos aos que tinha a DEA antes de ser expulsa do país".
"O mais interessante será a reação dos cocaleiros, um setor-chave na política boliviana. O que vão dizer quando constatarem que está sendo colocada em prática a nova estratégia de combate às drogas comandada pelos brasileiros?", indica o diário.
Esta aliança boliviano-brasileira começou de fato na terça-feira, um dia antes da assinatura do acordo, com a apreensão de duas toneladas de pasta de cocaína e a prisão de 35 traficantes, entre eles colombianos, brasileiros, equatorianos, bolivianos e um polonês, disse Llorenti.
Trata-se de "uma prova clara de que trabalhando em conjunto estamos mais bem preparados para combater a criminalidade", considerou Llorenti.
A Bolívia tem -segundo a ONU- 30.900 hectares de coca, das quais apenas 12.000 são legais. Sua produção utilizada para mastigação, infusão e em rituais religiosos andinos.
Segundo Cardozo, de 80 a 90% da cocaína que circula em São Paulo e no Rio de Janeiro é proveniente da Bolívia, embora mais da metade da droga tenha origem no Peru.

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