DENGUE: Ministério da Saúde e Fiocruz alertam sobre verdades e mitos da doença

Publicada em 30/03/2011 ás hs

A doença é sempre a mesma, mas em cada região do país o mosquito transmissor se reproduz num criadouro diferente. Um levantamento recente do Ministério da Saúde mostra que nas regiões Norte e Nordeste, os principais focos do mosquito estão em caixas d'água, tonéis e poços. No Centro-Oeste, o maior perigo vem do lixo, pneus e garrafas. Já no Sul e no Sudeste, o mosquito se multiplica principalmente em vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e piscinas abandonadas. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, cada cidadão deve prestar atenção aos possíveis focos do mosquito na sua casa.

"Verifique se a caixa d'água está limpa e bem tampada, se a calha não está entupida com folhas, se colocou areia no vaso de plantas, se não tem nenhum recipiente no quintal recolhendo água da chuva. São medidas simples assim que podem e devem ser tomadas pelas pessoas para evitar o mosquito que transmite a dengue", indica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Mesmo com o Ministério da Saúde divulgando sempre os métodos mais simples e eficazes de se livrar do Aedes aegypti, ainda existem vários mitos sobre a prevenção da doença. O entomologista da Fiocruz, Rafael Freitas, derruba algumas dessas crenças.


"A primeira coisa que a gente tem que entender é a diferença entre a repelência e a morte do mosquito. O mosquito não morre, ele só vai voar um pouquinho para o outro lado, mas depois ele vem de novo para cima da gente. A repelência não é duradoura, ela não dura para sempre", esclarece o entomologista da Fiocruz, Rafael Freitas

Segundo autoridades e cientistas, a única maneira de livrar as cidades do mosquito é eliminando os criadouros e tratando logo os casos suspeitos. Se você tiver febre alta com dor de cabeça, dor atrás dos olhos, no corpo e nas juntas, procure o centro de saúde mais próximo. Pode ser dengue.

Informações do Ministério da Saúde

Comentários